Como eu uso o Evernote para organizar a pesquisa da tese

Penso em escrever sobre o Evernote desde que criei o blog. Não ando muito disciplinada com as postagens por aqui (como devem ter percebido, hehe), mas resolvi retomar hoje, dia em que estou bem produtiva e cheia de ideas, achando que tem jeito pra tudo nessa vida.

Nem todo dia é assim, então, gosto de aproveitar esses momentos de positividade / good vibes pra tentar desenvolver os projetos que ficam em segundo plano na maior parte do tempo.

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Reprodução / blog.evernote.com

Eu conheci o Evernote há alguns anos sem entender direito para quê ele servia ou como usar. Ele serve para muita coisa, na verdade, desde criar listas, anotar ideias, salvar digitalmente informações que estão impressas, enfim, muita coisa.

Não pretendo explicar como ele funciona aqui, há vários jeitos de usar, na verdade. Vou sugerir que leiam o blog do Evernote e acessem o canal deles no YouTube, tem informação bacana lá.

Foi só depois que passei a acompanhar o blog Vida Organizada, em 2015, que aprendi a torná-lo uma ferramenta útil de trabalho. Na época, eu estava muito empolgada com a metodologia GTD (Get Things Done) e achei que ia resolver todos os problemas da minha vida com ela (hahaha). Bem, acabei abandonando o GTD pela complexidade do processo, que me tomava mais tempo pra organizar do que pra fazer as coisas mesmo. Mas o que aprendi sobre o Evernote, segui usando.

Vou listar as funções que mais utilizo e explicar como organizo a pesquisa do doutorado a partir delas:

Catalogar referências por palavras-chave

Basicamente, o Evernote tem cadernos e etiquetas – tags – e você pode categorizar os arquivos com múltiplas etiquetas, criando um sistema organizado tanto pelo tipo de caderno, quanto pela temática das tags, por exemplo.

É muito, muito útil quando preciso localizar um texto ou artigo e não lembro o título, ou autor, mas sei do que se trata. O problema é que dá um trabalhinho criar todas as etiquetas e lembrar de categorizar todos os textos e arquivos salvos, mas vale a pena porque fica bem mais fácil para recuperar informação.

Salvar links para ler depois

Acho que é a função que eu mais uso. É preciso baixar uma extensão para o navegador, que é o Evernote Web Clipper.

Essa ferramenta ajuda muito a não dispersar navegando pela internet ou lendo coisas que não são urgentes, mas passam pela gente no Twitter ou no Facebook. Principalmente para pesquisas que demandam um bom tempo on-line, como na minha, sair clicando de link em link é um belo jeito de se perder e perder o foco.

Com a extensão instalada, você pode capturar artigos ou páginas inteiras da web (com links e tudo) para o Evernote e deixar lá para ler depois, sem medo de perder o link no turbilhão de informações das timelines da vida.

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344 textos na pasta “Ler quando tiver tempo”. OUCH!

Na imagem acima dá pra visualizar mais ou menos a organização por cadernos (pastas). Eu salvo esses textos no caderno “Ler quando tiver tempo” e costumo ler um ou dois por dia, naqueles momentos em que a cabeça fica cansada e você levanta para fazer um café – dá pra ler enquanto espera a água ferver.

Como também tenho o Evernote no celular e ele sincroniza tudo, dá pra ler em fila de banco, sala de espera de médico, intervalo de aula… É útil principalmente quando a gente esquece de carregar um livro ou o Kindle.

Salvar referências on-line importantes para a pesquisa

Na maioria das vezes, eu deleto os textos salvos depois que leio, não vejo necessidade de deixar tudo arquivado. Mas tem alguns que podem vir a se tornar importantes para a pesquisa, ou fazem parte da coleta de dados, por exemplo.

Na imagem acima dá pra ver uma pasta “Fosfopolêmica” que criei quando escrevi um artigo sobre as notícias acerca da fosfoetanolamina nos sites do jornal O Globo e da Folha de S. Paulo. Às vezes eu não tinha tempo de ler na hora, mas salvava lá e já categorizava  para ler e analisar com calma depois. Idem para a pasta “Jogos Olímpicos”, com material de pesquisa sobre a hashtag #somostodosparalímpicos.

(Os dois artigos ainda não estão disponíveis, depois coloco o link aqui!).

Escrever fichamentos

Eu poderia escrever ficamentos no Word, claro, mas gosto de escrever no Evernote porque, se um dia meu computador explodir, sei que tudo vai estar disponível na nuvem, com menos chances de eu simplesmente perder tudo. Gosto também de poder categorizar cada fichamento pelo nome do autor e etiqueta, reunindo os fichamentos de um mesmo tema e facilitando na hora de escrever.

Meus fichamentos geralmente têm trechos inteiros copiados, nos casos em que o livro não é meu (peguei emprestado de alguém ou da biblioteca,por exemplo). Quando eu tenho o livro em casa, faço o fichamento mais em formato de resenha, com algumas anotações de trechos que podem ser úteis pra tese, sem me preocupar tanto em copiar trechos inteiros. Dá para fazer a busca no Evernote pelo conteúdo das notas também, o que é ótimo!

Eu sei que existem outras ferramentas que são tão úteis quanto e até mais fáceis de usar do que o Evernote. O próprio Google Drive resolve com tranquilidade parte das funções que eu descrevi aqui. Mas gosto de poder usar o Evernote off-line e, principalmente, da facilidade de categorizar os textos por etiquetas.

Ah, e eu uso uma versão paga porque ano passado eles fizeram uma promoção e acabei pagando para poder salvar um número maior de artigos por semana. Mas não faz tanta diferença assim, dá pra se virar bem com a versão gratuita.

Para quem quer se aprofundar, vale a pena passear pelo blog da Thais Godinho.
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4 comentários em “Como eu uso o Evernote para organizar a pesquisa da tese

  1. Ah, finalmente!

    ‘…que me tomava mais tempo pra organizar do que pra fazer as coisas…’
    Essa frase resume totalmente o espírito negativo dos artigos clickbait que dizem ’10 productivity tips’. Raramente servem para alguma coisa e geralmente dão um trabalho danado de implementar. É tipo um MBA.

    A FAZER é seu to-do-list? E se sim, isso é diário? Se sim, o google calendar acabou funcionando melhor para coisas diárias. Se não o google keep acabou funcionando melhor para ideias rápidas do tipo ‘um dia eu faço isso’.

    Para mim, o Evernote é útil porque eu posso desorganizar e procurar a informação lá depois. Quando tento organizar, acabo ficando cheio de redundâncias nas tags e pastas. Por isso, tudo fica mais ou menos grosseiramente organizado, eu crio pastas novas com frequência e de tempos em tempos junto as coisas que parecem em uma pasta só.

    Algumas ideias que eu adotei:
    1. Uma pasta para livros que um dia eu vou ler (contém links para referências online, nomes anotados manualmente e fotos de capas de livros que eu tiro em livrarias. Eu vou a livrarias, apesar de não bem poucos livros de papel desde o kindle)

    2. Uma pasta com fotos de comprovantes de pagamentos, que sempre somem e quando não somem, eu faço questão de jogar fora.

    3. Uma pasta chamada Inbox, default para o webclipper e para quando não sei onde colocar

    4. Uma pasta chamada Troubleshooting, na qual salvo as páginas com soluções para problemas que o computador sofre (quando você passa por ele de novo, mata de raiva lembrar que já resolveu uma vez na vida e não lembra como ou qual a chave de busca colocou no google)

    De qualquer forma, é sempre bom revisar a coisa toda que você salva no Evernote de tempos em tempos. Eu sempre me lembro de algumas coisas que ficaram paradas e precisam de um fim e reorganizo melhor as coisas.

    Esse link tem umas outras coisas talvez te sejam úteis, em tempos de pesquisa bibliográfica e escrita de tese:
    http://www.comparativist.org/?page_id=1062

    Curtido por 1 pessoa

    1. Eu tava esperando seu comentário! hahaha

      Assim como você, também tenho uma organização-desorganizada no Evernote e, de tempos em tempos, vou lá e mexo em tudo, apago cadernos, reviso as tags. É um monstro em constante desenvolvimento

      No caderno A FAZER eu coloco ideias de coisas que posso desenvolver sem prazo, geralmente ideias para posts no blog ou artigos sobre os quais ainda preciso pensar melhor.

      Pra organizar tarefas do dia a dia, eu uso outro aplicativo, o Todoist, e a boa e velha agenda de papel.

      Livros que um dia eu vou ler geralmente eu salvo no Skoob, faço o controle do que estou lendo e do que abandonei por lá (mas o aplicativo tem vários bugs, gosto só da ideia de montar uma estante virtual de livros lidos hehe).

      Quanto às soluções para os problemas do computador, bem, eu nem saberia como começar a resolver problemas, então, não tem porque eu ter uma pasta dessas hahaha

      Beijo, beijo! 😉 Valeu pelo link, tô olhando o site aqui!

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